Matrícula de Trotinete Elétrica 2026: Erro na Letra Q e Data Limite Janeiro 2027
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Se a sua trotinete elétrica tem matrícula, pode ter um problema sem o saber. A DGT detetou um erro nas etiquetas de identificação que estão a ser emitidas — algumas incluem letras que não deveriam estar lá — e está em processo de o corrigir. Aqui explicamos o que aconteceu, o que tem de fazer e porque o prazo de janeiro de 2027 é mais importante do que nunca.
O que aconteceu com a letra Q
As matrículas dos veículos de mobilidade pessoal (VMP) em Espanha têm uma estrutura definida por regulamento. Entre as letras excluídas estão as cinco vogais (A, E, I, O, U), o Ñ, o Q e os dígrafos LL e CH. O motivo é evitar confusões — o Q parece-se demasiado com o O, e as vogais geram ambiguidade em sistemas automatizados.
O problema é que durante algum tempo foram emitidas etiquetas que incluíam precisamente essas letras proibidas. O resultado: os sistemas informáticos das seguradoras não conseguiam processar essas matrículas, e quando se tentava comunicar o registo ao FIVA (o ficheiro de veículos seguros), o registo era automaticamente rejeitado.
A DGT vai emitir uma nova matrícula automaticamente e comunicar-lhe-á que pode descarregar a etiqueta correta. As seguradoras também atualizarão os seus sistemas com a matrícula válida. Não tem de fazer nenhum trâmite — espere pela comunicação oficial da DGT.
O dado mais preocupante: apenas 140.000 de 5 milhões
O erro do Q é um problema técnico que tem solução. O que não tem solução fácil é o ritmo de matrículas em Espanha.
Estima-se que existam mais de cinco milhões de trotinetes elétricas a circular no país. De todas elas, apenas cerca de 140.000 estão registadas — aproximadamente 3%. A esse ritmo, completar o processo levaria cerca de sete anos. O problema é que o prazo não é de sete anos.
A partir dessa data, todas as trotinetes sem certificado oficial serão consideradas ilegais e não poderão circular na via pública. Afeta especialmente os veículos adquiridos antes de 2022, que em muitos casos não conseguem obter a homologação necessária.
Porque é que tanta gente não se matriculou
A razão mais repetida é económica. Um utilizador que comprou a sua trotinete há três ou quatro anos faz a mesma pergunta: faz sentido gastar dinheiro em matrícula e seguro para um veículo que em menos de um ano pode ficar fora da lei?
A isto soma-se a escassa divulgação da normativa. Muitos proprietários não sabem que a matrícula é obrigatória, nem que existe uma data limite com consequências reais.
E há um terceiro fator apontado pelas associações do setor: Espanha é o único país da Europa que estabeleceu uma data de validade para veículos em circulação. Alemanha, França e Itália têm as suas próprias regulações para os VMP, mas nenhum estabeleceu uma data limite para proibir o uso de trotinetes que já estão na rua e funcionam perfeitamente.
O que deve fazer agora se tem uma trotinete
Nem todas as trotinetes anteriores a 2022 podem obter o certificado oficial. Consulte o fabricante ou distribuidor para saber se o seu modelo tem possibilidade de homologação antes de iniciar o processo.
Se o seu veículo pode ser matriculado, precisa de uma etiqueta de identificação homologada. O processo inclui a validação do veículo e a emissão da matrícula oficial.
A matrícula tem de estar visível e fixa. Um suporte de matrícula bem instalado evita multas por matrícula mal colocada ou ilegível — um problema mais comum do que parece.
Sem seguro não pode comunicar o registo ao FIVA. E sem o registo no FIVA, a matrícula não está completa, mesmo que tenha a etiqueta.
Janeiro de 2027 não é muito tempo
O erro do Q tem uma solução automática — se for afetado, a DGT enviar-lhe-á a matrícula correta sem que tenha de fazer nada. O problema maior é o ritmo de matrículas: com apenas 3% das trotinetes registadas e menos de nove meses para a data limite, a margem é muito apertada.
Se a sua trotinete pode ser homologada, o momento de agir é agora. E assim que tiver a matrícula, instalá-la corretamente é o último passo para circular sem problemas.



